Blog do Bruno Camurati

Palavras despretensiosas de um músico sincero

Conversa de todo dia hoje em dia

April25

Oi! E ai?
É pois é… Verdade, faz tempo… Realmente, é que não tem dado tempo… E vc, como tá? Poxa, ótimo!

Então, tá lá no João Caetano, de 5a a domingo… É, é ótima sim… To adorando fazer… Até 30/05 só… Vai sim! Me avisa!

O CD… então… tá quase quase… tá lindo, né… falta agora dinheiro pra masterizar e fabricar… é, bastante dinheiro… É, eu sei, vai dar certo… To confiando… Aviso sim, assim que estiver pronto…

No mais, trabalhando em casa… tentando arrumar esse diacho de dinheiro pra vida seguir… É… claro! Mas tá legal. heheh é, eu sei que se vc tivesse, ajudaria! Mas as orações e a torcida já bastam!

To feliz, claro! Preocupado, mas feliz… É, pois é… Que bom, obrigado! Isso é importante! Vc sempre torceu, ne? :)

Também te adoro, não some! … tá bom!

Abraços!

ERA NO TEMPO DO REI

February27

(Em cima: a diretora musical Délia Fischer; Alice Borges; André Dias; a escritora Julia Romeu; Thadeu Aguiar; o autor do livro, Ruy Castro e sua mulher, a escritora Heloisa Seixas; Léo Jaime; Izabella Bicalho; Luis Nicolau; Rogério Freiras. Embaixo: o diretor do espetáculo, João Fonseca; os meninos Christian Coelho e Renan Ribeiro; Soraya Ravenle; e o figurinista Nei Madeira)

ROMANCE DE RUY CASTRO SOBRE A CORTE NO BRASIL VIRA COMÉDIA MUSICAL COM 19 CANÇÕES INÉDITAS DE CARLOS LYRA E ALDIR BLANC

Dirigido por João Fonseca, ‘Era no tempo do rei’ estreia 12 de março no Teatro João Caetano


Em seu último romance, Era No Tempo do Rei, de 2007, o jornalista e escritor Ruy Castro entregou-se ao desafio, bem sucedido, de recriar livremente – e de forma bem humorada - a história da Corte portuguesa no Rio. Desobrigado de reproduzir com fidelidade fatos reais, ele solta um príncipe D. Pedro (o futuro D. Pedro I), ainda garoto, pelas ruas do Centro do Rio, em meio a uma trama cheia de intrigas palacianas e de figuras lendárias como a princesa Carlota Joaquina, o príncipe regente Dom João (futuro D. João VI) e a rainha Dona Maria, a Louca. Tudo isso em pleno Carnaval de 1810. A partir de 12 de março, estes mesmos personagens saltam das páginas do romance e ganham vida no palco do Teatro João Caetano, no musical homônimo dirigido por João Fonseca e embalado por 19 canções inéditas de Carlos Lyra e Aldir Blanc. Com roteiro de Heloisa Seixas e Julia Romeu, o espetáculo tem produção da Tema Eventos e um elenco com 17 atores, encabeçado por Soraya Ravenle, André Dias, Tadeu Aguiar e Izabella Bicalho, além de Léo Jaime, que interpreta Dom João.

Narrado por Dona Maria, a Louca (Alice Borges), ‘Era no tempo do rei’ flagra as peripécias dos adolescentes Pedro (Christian Coelho) e Leonardo (Renan Ribeiro) – personagem emprestado do clássico Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antonio de Almeida –, tendo como pano de fundo a Corte portuguesa logo após a sua chegada ao Rio. A amizade entre os dois surge nas ruas da nova sede do Reino, quando o jovem príncipe sai do Paço Imperial (atual Praça XV) e se aventura pela cidade. Personagens reais e imaginários vivem situações históricas ou nascidas da mente de Ruy Castro. “O espetáculo é uma comédia musical, com toques farsescos, mas mantém um contato com a realidade, na medida em que retrata um momento da história que realmente aconteceu”, explica Heloisa Seixas.

A trama apresenta um golpe armado por Carlota Joaquina (Izabella Bicalho) para destituir Dom João (Léo Jaime) do trono. Para a empreitada, ela conta com o auxílio do diplomata inglês Jeremy Blood (Tadeu Aguiar), seu amante. Em um Rio onde a realidade e ficção se misturam, passeiam ainda figuras como o Major Vidigal (Luis Nicolau), o malvado pilantra Calvoso (André Dias) e a prostituta Bárbara dos Prazeres (Soraya Ravenle), personagem que existiu de verdade e, na trama, é mostrada como ex-amante do príncipe Dom João. Tanto na peça quanto na vida real, Bárbara chegou ao Rio em 1790 e matou o marido para viver com um mulato carioca, que ela também matou. Dali, tornou-se prostituta no Beco do Telles e, reza a lenda, sacrificava criancinhas para alcançar a juventude eterna.



Em parceria com Julia Romeu, Heloisa (que é casada com Ruy Castro) mergulhou no livro para fazer a adaptação teatral. “Obviamente fizemos cortes, mas conseguimos manter o espírito, a graça e a safadeza da obra original”, explica Heloisa. “A transferência de um veículo para outro é sempre uma recriação. Além disso, no caso do teatro - e mais ainda do teatro musical - tudo é, de certa forma, o resultado de uma criação coletiva, já que milhões de fatores entram em jogo. Os autores das canções, o diretor, o arranjador e até os atores participam do processo de criação”, acrescenta Julia.

João Fonseca e todo o elenco também estudaram a obra original antes de se debruçar efetivamente sobre o libreto. “Mergulhei no livro, que traça um rico painel dos costumes e tradições do Brasil Império, o que muito me auxiliou na concepção do espetáculo. Sigo o original e faço uma releitura fabulesca e divertida da época”, afirma.

A peça traz 19 canções inéditas de Carlos Lyra e Aldir Blanc, compostas especialmente para o espetáculo. Na realidade, Lyra foi o autor da ideia de fazer a versão musical do romance. “Carlinhos leu Era no tempo do rei e sugeriu para o Ruy que o livro daria um grande musical”, revela Heloisa Seixas. “Os dois pensaram imediatamente no Aldir Blanc para fazer as letras das músicas, já que ele, além de ser um cronista do Rio, é grande fã de Memórias de um sargento de milícias, de onde Ruy ‘pediu emprestado’ o Leonardo, o Vidigal e a época. E depois nos chamaram para escrever o libreto”.

O diretor teve dois meses para montar o musical. ‘É uma loucura levantar uma produção desse porte em tempo tão curto”, diz João Fonseca. “Mas não me faltaram estímulos: a riqueza do texto, as lindas e complexas criações de Carlos Lyra e Aldir Blanc, a possibilidade de trabalhar com alguns dos maiores atores de musicais do país, além de conhecer esses dois jovens talentos, o Renan e o Christian”. João Fonseca já assinou espetáculos como ‘Gota D´água’, ‘Escravas do amor’ e ‘A Falecida’, entre outros, além da premiada ‘Oui Oui, a França é aqui’, em cartaz.

Responsável pela direção musical, Délia Fischer (‘Beatles num céu de diamantes’) optou por uma formação com grande diversidade de instrumentos para a execução da música ao vivo: bateria, percussão, baixo acústico, violoncelo, violino, flauta, clarinete, clarone, saxofone, piano, teclado, violão, guitarra, bandolim e cavaquinho. “É uma reunião de vários ritmos brasileiros. Respeitei as indicações do Carlos Lyra, mas o musical é um processo vivo e algumas cenas têm vida própria e ganham sentido diferente do que a canção inicialmente propunha”, explica.  “Estou lidando com o que há de melhor na música popular brasileira, as composições são coisas de gênio. O espetáculo é instigante para o espectador, de extrema riqueza tanto nas letras quanto na parte melódica e harmônica”.

Um musical histórico dedica especial atenção ao vestuário e cenografia. Ney Madeira concebeu 55 figurinos especialmente para a montagem.  “Eles buscam o universo da fábula, uma vez que se trata da versão contada por D. Maria, cuja célebre loucura permite que carreguemos nas tintas da criação, subvertendo um pouco a estética vigente na época ou desfocando as personagens, que podem assumir, na aparência externa, as características enfatizadas no texto. A sensualidade tropical que permeia todo o texto é o viés que conduz a criação e está presente em todo o trabalho”, define. “D. Maria concentra o conceito da proposta. O figurino dela faz alusão a seus anos de glória, com traje inspirado no século XVIII, usando elementos típicos da indumentária do período, tais como “paniers” (estrutura metálica usada para armar as saias), espartilho e peruca branca”, finaliza.

A ficha técnica se complementa com Nello Marrese, que assina os cenários. “Fiz variações sobre o mesmo tema, em especial os casarios do Rio antigo, já que a ação se passa basicamente nas ruas da cidade, mas optei por não criar nada realístico”. O cenário é composto por nove painéis, além da reprodução dos Arcos da Lapa e do Arco do Telles. “Pensei em uma cidade construída através de pinturas e esboços dos grandes pintores da época, em especial Debret e Taunay, com a predominância do âmbar, castanho e dourado. E o piso do palco será todo de pé-de-moleque, esses grandes cascalhos que ainda podem ser vistos em algumas ruas do centro da cidade e no interior do Paço Imperial”.


SERVIÇO

‘Era no tempo do rei’, de Heloisa Seixas e Julia Romeu, baseado no livro de Ruy Castro
Local: Teatro João Caetano – Praça Tiradentes, s/nº
Telefone: 2332.9257
Estreia: 12 de março

Horários:
Quintas, às 19h,
Sextas e sábados, às 20h
Domingos, às 18h

Preços:

R$ 40,00 (plateia)
R$ 30,00 (balcão nobre e galeria)

Ficha técnica
Direção: João Fonseca
Bárbara - Soraya Ravenle
Dom João - Leo Jaime
Dona Carlota - Izabella Bicalho
Jeremy Blood –  Tadeu Aguiar
João Calvoso - André  Dias
Dona Maria –  Alice Borges
Major Vidigal - Luiz Nicolau
Leopoldo Espanca - Rogério Freitas

Apresentando:
Pedro - Christian Coelho
Leonardo - Renan Ribeiro

Coro: Ana Terra Blanco, Bruno Camurati, Darwin Del Fabro, Evelyn Castro, Flavia Santana, Jefferson Almeida e Raí Valadão

Direção Musical: Delia Fischer
Figurinos: Ney Madeira
Cenários: Nello Marrese

Informações para a imprensa:

Canivello Comunicação

Tels 2239.0835 / 2274.0131

Mario Canivello mario@canivello.com.br

BBB-Perrengue e a maldição do voto popular

July31

Eu tentei. Tive esperanças, fiquei ansioso. Mas no fundo, sabia que não tinha como esperar muito. No Limite estreiou ontem, e o que era pra ser comemoração tornou-se frustração.

Como disse em um post recente, o diferencial do Survivor é justamente a ausência de voto popular. Isto possibilita que haja intrigas, traições, panelinhas, maldade a vontade, pois em nenhum momento o participante está sendo julgado pelo público. E mais, muitas vezes quem ganha é justamente quem sacaneou muita gente para chegar ali. Isso faz com que o jogo seja justo, resolvido não só pela resistência mas pela inteligência e estratégia. Mas pra que fazer bem-feito?

No Limite será em tempo real, e com “paredão”. Porque o interesse da Globo é justamente a audiência, que se dane a qualidade. Todo dia vamos ver como os jogadores estão sofrendo, teremos provas e portais ao vivo. Os heróis (sim, porque ao contrário do BBB estes são heróis mesmo) vão passar mais de 60 dias no sol e na areia. No final, advinha quem vence: o mais bonito, ou o mais carismático. Inferno!

Além desse aspecto, que já desqualifica de cara o programa, vem os aspectos técnicos. A edição é muito lenta. Não entendemos bem o que acontece, não conseguimos captar a personalidade dos participantes, e não há depoimentos o suficinte. Nem vimos votos serem discutidos ou grupinhos formados (ih, é, esqueci. Eles não podem fazer isso, senão o público vai achar malvado e eliminar do jogo). Os gráficos com os nomes das pessoas é TOSCO e não se preocuparam nem em agrupa-los na ordem das equipes.

Não posso deixar de comentar de Zeca Camargo. Ele tem jeito pra apresentar isso, no tom certo. Mas a narração da prova de imunidade (que aí sim foi copiada igualzinha do Survivor) foi uma gritaria só. Se aprendesse com Jeff, o apresentador gringo, veria que é uma narração do que está ocorrendo para o público, e não uma berração ‘a lá xuxa na rede manchete’.

Além disso, ele conseguiu piorar ainda mais, quando no Portal comentou sobre algo que uma participante falou num depoimento. Ora, a ideia do jogo é (seria..) que os jogadores enganem seus parceiros, e se algo é comentado de um depoimento pessoal, isso estraga o jogo dos participantes. Além disso, ele ainda comentou que alguma participante “é mais forte do que parece”. Não se pode fazer este tipo de comentário, há que deixar que os próprios jogadores descubram isso.

Enfim, não sei se vou continuar a assistir a esse BBB-Perrengue. Pra que? O público não sabe votar!

Saudades

July23

179

Chegava em casa, algumas kombis depois… Andava a pequena rua cheia de amendoeiras cantando, às vezes  correndo, outras caminhando de olhos fechados pra ver se mantinha a linha reta… se era de madrugada, poderia até dançar. Cantando, sempre. Enquanto caminhava, lembrava dos tempos ainda mais antigos, quando trilhava com a bicicleta as calçadas cheias de obstáculos, ou subia no alto da goiabeira só pra pular em seguida. Caminhando, via também a linha apagada que um dia delimitou tantos jogos de queimado, os cantos escuros que serviam de escondeirijo no pique-esconde, e até os mascotes de Copas passadas em pinturas já desgastadas no asfalto.

Chegava em casa, abrindo o portão que nunca teve fechadura, só cadeado. As cachorras levantavam uma orelha, subiam um pouco a cabeça pra ver quem tinha chegado. Beijava o pai na testa, ele que dormia no sofá com o controle na mão — jurava estar acordado — e relutava subir pra dormir de verdade De vez em quando o pai falava algo e sorria percebendo a chegada, e no segundo depois voltava a dormir, cansado de mais um dia de trabalho pela família. Beijava a mãe, que passava as roupas enquanto via TV e esperava o filho ocupado chegar. Sentavam-se os dois, mãe e filho, na cozinha e ligava o microondas para requentar o jantar — bife bem temperado, um risoto, vagens ou feijão.Ali na mesa a mãe perguntava sobre o dia, os projetos. Se tinha comido direito, e como andavam os ensaios, quais são as músicas do show… Nem sempre tinha todas as respostas, caladas pela preguiça.

Subia os degraus pro quarto, a mochila ficava na mesa, o tênis embaixo da escada, ou deixado junto do sofá. Computador ligado, algumas coisas pra fazer, a noite ainda demoraria a terminar. No entanto, não fechava os olhos antes que o pai ou a mãe abrissem a porta de leve, só pra dar boa noite ou somente olhar se estava ali, já dormindo.

Ouvia o barulho do chuveiro no meio do sono, era o pai indo trabalhar. Despertador tocando, tocando novamente, e outra vez. Chuveiro, roupas, torradas manteiga e mel, um copo de iogurte. A mãe ainda tentava extrair mais informações, mas a razão do silêncio era agora o mau-humor matinal. Carona até o ponto, um beijo, algum dinheiro pra passagem, e outro dia começava.

Faz menos de um ano que esta cena não acontece muito mais, e eu estou com uma saudade enorme…

Sobrevivendo…

June17

Ah, o vício… O impulso incontrolável de “só mais um”… Pelo prazer do objeto desejado você vai sucumbindo, gastando seus recursos, esquecendo das responsabilidades e se afundando ainda mais no vício. Você só para quando já não cabe mais, não tem como continuar…

De que eu estou falando? Não é bebida, drogas nem nada ilícito. To viciado no Survivor… É um reality show muito mais de relacionamento e estratégia social do que resistência, e ganha quem sabe jogar melhor na enganação, alianças e complôs. Porém, ao contrário do nosso BBB, não há participação do público, o que permite aos participantes jogar um jogo sujo, mentiroso e dissimulado, sem que precisem agradar o telespectador. Essa é a graça principal do jogo.

Só tem um problema: Survivor já teve 18 temporadas, e eu estou na 3a. Será que sobreviverei?

Um belo jogo duro!

June7

O novo reality show da Globo teve início este domingo, provando que o gênero continua vivo e com muito gás, e ainda nos proporcionando uma atração pela qual esperar na noite de domingo: uma espécie de Jogos Mortais ou Albergue em forma de competição.

Jogo duro tem regras simples. Alguns participantes são colocados em ambientes fechados e devem recolher a maior quantidade de dinheiro possível. O último a sair do ambiente é eliminado, assim como aquele que arrecadar a menor quantia. Só com esses parâmetros já temos uma competição interessante, onde há disputa acirrada pelas notas, assim como uma corrida para não ser o último, juntando a ganância com a luta pela ’sobrevivência’. Qual instinto prevalece: colher muitas notas de dinheiro, que você sabe que estão lá, ou preocupar-se em não ‘morrer’, disputando a cotoveladas a saída por uma única porta entre os demais jogadores?

Se as regras já são intrigantes, a ambientação torna tudo mais assustador. As provas se passam numa fábrica antiga, e as salas são ora porões baixos cheios de poeira, ora laboratórios com cola no chão, e até mesmo uma sala de máquinas que aos poucos se enche de água. Tudo claustrofóbico, estreiro, com iluminação digna dos filmes de terror. Se acrescentarmos a todas as provas os ratos, cobras, sapos e fígados podres, temos aí quase um show de tortura, e isso torna a luta pelo dinheiro muito mais cruel e sádica.

Para dar um toque ainda mais sombrio, Paulo Vilhena apresenta o programa com um tom muito frio, baixo e distante, colaborando para a atmosfera sinistra sem soar artificial ou pedante. A montagem do programa é ágil e as tomadas são interessantes, fazendo do episódio uma experiência curta e muito emocionante.

Assistir a Jogo Duro é uma experiência angustiante e cheia de adrenalina, com uma produção digna de cinema. Se a fórmula não se tornar repetitiva, tem gás para aterrorizar por muitos outros episódios.

O vício

March16

Começa com uma promessa: “chega de séries novas! Já bastam as várias a que eu estou assistindo ultimamente, não tem espaço pra mais nada!”. E realmente não tem espaço mesmo. Mas aí você escuta alguém falando sobre uma tal série, depois ouve falar de prêmios, de brilhantes atuações. No entanto, ainda resiste.

Depois mais gente fala. Você lê críticas, e constata que deve ser bom mesmo… Começa a procuraralguns links, sem compromisso. Finalmente baixa o primeiro episódio, mas diz pra si mesmo “é só esse, vou ver devagar”. Começa a assistir, e pensa que realmente é uma série interessante. Hmm, bons personagens, bem escrita… Acaba o epísódio, e você promete que só vai ver mais um.

Quando se dá conta, já perdeu a hora, não fez seus trabalhos, foi dormir às 4h da manhã porque realmente não dá mais. Você já adora a série, já é íntimo dos personagens, e precisa acompanhar e saber o que acontecerá depois, e depois, e depois…

Ah, doce vício… Paixão do momento: Brothers and sisters.

Não beba seus amigos! Beba True Blood!

December10

Quando Allan Ball finalizou sua série de grande sucesso Six Feet Under, os executivos da HBO o deram carta branca para uma nova série de sua escolha. O que ganhamos foi True Blood, onde vampiros convivem com seres humanos. À primeira vista parece estúpido e bobo ubstituir a dramática e perturbada família Fisher do seriado anterior por vampiros, mas observamos de perto, True Blood é acima de tudo uma ótima história que mistura o gênero policial, toques de humor ácido e principalmente uma madura crítica sobre a intolerância. Read the rest of this entry »

Por que o Super Chef foi uma furada? (mesmo sem ter assistido)

November27

Ana Maria Braga fez nos últimos 3 meses um reality show chamado Super Chef. Claramente inspirado no Top Chef americano, o Mais Você criou uma competição para chefs de cozinha, e a cada semana um seria eliminado. Você viu alguma coisa desse programa? Nem eu… Por que será que foi furada?

  • Isolar várias pessoas no estilo BBB é legal até, mas não combina com este tipo de programa, que é uma competição de talentos simplesmente.
  • Foram 3 meses, com programas diários. Quem aguenta? Qual a necessidade. Deveriam ter sido gravados e exibidos posteriormente alguns poucos episódios (12 ou 15)
  • Quem assiste TV nesse horário? Só dona-de-casa. Muito injusto…
  • E o pior de tudo. Como em um reality show onde só quem pode comprovar o talento dos participantes são os jurados, se coloca O PÚBLICO para escolher o eliminado? O público entende de comida? Pior: o público provou a comida? É fácil avaliar cantores — que você ouve — ou designers, que você vê — mas avaliar quem é melhor chef sem provar a comida é que nem pedir a um surdo que seja jurado do American Idol. O que aconteceu no final? Sobraram os homens mais bonitos (porque, obviamente, só vota mulher). E o talento?

Ah, Ana Maria… lastimável.

Séries da semana

September26

Gossip Girl - 2×04 - The ex-files
Acho que não gostei tanto deste episódio quanto dos anteriores. Ok, Blair é sempre fantástica. O recrutamento de novas seguidoras (ou “projetos” como chamam as meninas), e o fim das tramas com a Duquesa e Marcus foram pontos legais. Quem esperaria por essa? Só fico com pena de Vanessa e Nate. E passei boa parte do episódio tentando entender o que Chuck estava tramando. Ok, faz sentido também.
Mas quem não me convence é Serena. Na verdade, apesar do roteiro sempre a colocar como menina rebelde, com passado sujo e caráter duvidoso, ela sempre me pareceu muito autêntica nesse papel de boa moça, simples na riqueza, meio blasé, amiga de todas as classes. Diferente do livro, Serena não tem nem jeito de rainha da gang (papel que Blair tira de letra). E acho também que a atriz não tem a menor cara de adolescente,está mais pra fim de faculdade… E esta volta de Serena como “bitch queen” não me convence mesmo. Acho até incoerente com todo o comportamento e o jeito dela, que sempre pareceu tão inteligente e maduro comparado à Blair. Não sei não…

Ah, e chega dessa história de Lily e o Humpfrey pai. Cheeega. Aquela mãe da Serena não dá uma dentro, gente!

Prison break 4×05 - Safe and sound
Ótimo episódio, daquele jeito que a gente gosta, meio “Missão Impossível”. Michael sempre tem ótimas idéias, e o arrombamento do cofre com a ajuda de Sucre e Bellick limpando o tapete foi um bom momento. E foi extremamente tocante ver Mahone com sua esposa, apesar de achar a forma como ele encontra o hotel assassino meio mágica demais. Gretchen precisa morrer, pelo bem da série. E torçamos para que T-Bag vá pro saco de uma vez também.

Project Runway 5×11 - Rock n’ Runway
Quem está sentindo os temas se esgotarem na série levanta a mão. Serinho, quando Tim falou que eles iam criar roupas uns para os outros, eu soltei um “que saco”. Aí ele continua, dizendo que as roupas terão que traduzir o gênero musical de cada um. Aí pensei “tudo bem, ao menos tem uma graça maior. Afinal, cada um gosta de um estilo diferente, que tem a ver com a personalidade etc..” Mas quando vi que os estilos seriam sorteados, aí brochei de vez. Porque certamente ficaria forçado… Kenley vestindo LeeAnn de hiphop? LeeAnn vestindo Korto de country? Quão freak é isso? O resultado não foi tão ruim assim, mas eu to torcendo tanto para que Kenley saia de uma vez, que me decepcionei!

Para quem não assiste a série, é uma das melhores de reality pra mim. Quem gosta de design e moda não deveria perder.

Ainda preciso terminar de ver os primeiros episódios da 3a. temporada de Heroes, o novo do House e The Office. Será que aguento comentar tudo?

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